     | O Haver | Nov 22, '04 7:32 PM for everyone |
| Category: | Books | | Genre: | Other | | Author: | VinÃcius de Moraes |
Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura Essa intimidade perfeita com o silêncio Resta essa voz Ãntima pedindo perdão por tudo â Perdoai-os! porque eles não têm culpa de ter nascido...
Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo Essa mão que tateia antes de ter, esse medo De ferir tocando, essa forte mão de homem Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.
Resta essa imobilidade, essa economia de gestos Essa inércia cada vez maior diante do Infinito Essa gagueira infantil de quem quer exprimir o inexprimÃvel Essa irredutÃvel recusa à poesia não vivida.
Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento Da matéria em repouso, essa angústia da simultaneidade Do tempo, essa lenta decomposição poética Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.
Resta esse coração queimando como um cÃrio Numa catedral em ruÃnas, essa tristeza Diante do cotidiano; ou essa súbita alegria Ao ouvir passos na noite que se perdem sem história...
Resta essa vontade de chorar diante da beleza Essa cólera em face da injustiça e do mal-entendido Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa Piedade de si mesmo e de sua força inútil.
Resta esse sentimento de infância subitamente desentranhado De pequenos absurdos, essa capacidade De rir à toa, esse ridÃculo desejo de ser útil E essa coragem para comprometer-se sem necessidade.
Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser E ao mesmo tempo essa vontade de servir, essa Contemporaneidade com o amanhã dos que não tiveram ontem nem hoje.
Resta essa faculdade incoercÃvel de sonhar De transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade De aceitá-la tal como é, e essa visão Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante
E desnecessária presciência, e essa memória anterior De mundos inexistentes, e esse heroÃsmo Estático, e essa pequenina luz indecifrável A que à s vezes os poetas dão o nome de esperança.
Resta esse desejo de sentir-se igual a todos De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem memória Resta essa pobreza intrÃnseca, essa vaidade De não querer ser prÃncipe senão do seu reino.
Resta esse diálogo cotidiano com a morte, essa curiosidade Pelo momento a vir, quando, apressada Ela virá me entreabrir a porta como uma velha amante Mas recuará em véus ao ver-me junto à bem-amada...
Resta esse constante esforço para caminhar dentro do labirinto Esse eterno levantar-se depois de cada queda Essa busca de equilÃbrio no fio da navalha Essa terrÃvel coragem diante do grande medo, e esse medo Infantil de ter pequenas coragens.
15.04.1962 in Poesia completa e prosa: "Poesias coligidas"
| Category: | Music | | Genre: | Pop | | Artist: | Caetano Veloso |
 Depois de tudo, me deu mesmo foi vontade de celebrar a vida e a chegada dessas menininhas lindas, que chegaram a esse mundo louco, uma no Brasil e a outra aqui pertinho, nos EUA... Por elas, e por todos nós, eu acho que a gente precisa sempre acreditar que a vida é gostosa... Vamos das as boas vindas a Sofia e a Anna Maria! Boas-vindasCaetano VelosoSua mãe e eu Seu irmão e eu E a mãe do seu irmão
Minha mãe e eu Meus irmãos e eu E os pais da sua mãe E a irmã da sua mãe
Lhe damos as boas-vindas Boas-vindas, boas-vindas Venha conhecer a vida
Eu digo que ela é gostosa Tem o sol e tem a lua Tem o medo e tem a rosa Eu digo que ela é gostosa
Tem a noite e tem o dia A poesia e tem a prosa Eu digo que ela é gostosa
Tem a morte e tem o amor E tem o mote e tem a glosa Eu digo que ela é gostosa Eu digo que ela é gostosa
Sua mãe e eu Seu irmão e eu E o irmão da sua mãe| Category: | Books | | Genre: | Literature & Fiction | | Author: | Allen Ginsberg |
 Como estive pensando em você esta noite, Walt Whitman, enquanto caminhava pelas ruas, sob as arvores, com dor de cabeça, autoconsciente, olhando a lua cheia. No meu cansaço faminto, fazendo o Shopping das imagens, entrei no supermercado das frutas de néon sonhando com tuas enumerações ! Que pêssegos e que penumbras ! FamÃlias inteiras fazendo suas compras à noite ! Corredores cheios de maridos ! Esposas entre os abacates, bebês nos tomates ! - e você, Garcia Lorca, o que fazia lá, no meio das melancias ? Eu o vi WW, s/ filhos, velho vagabundo solitário, remexendo nas carnes do refrigerador e lançando olhares para os garotos da mercearia. Ouvi-o fazer perguntas a cada um deles; Quem matou as costeletas de porco ? Qual o preço das bananas ? Será você meu Anjo ? Caminhei entre as brilhantes pilhas de latarias, seguindo-o e sendo seguido na minha imaginação pelo detetive da loja. Perambulamos juntos pelos amplos corredores com nosso passo solitário, provando alcachofras, pegando cada um dos petiscos gelados e nunca passando pelo caixa. Aonde vamos, WW ? As portas fecharão em uma hora. Para quais caminhos aponta tua barba esta noite ? (Toco teu livro e sonho com nossa odisséia no supermercado e sinto-me absurdo.) Caminharemos a noite toda por solitárias ruas ? As árvores somam sombras à s sombras, luzes apagam-se nas casas, ficaremos ambos sós. Vaguearemos sonhando com a América perdida do amor, passando pelos automóveis azuis nas vias expressas, voltando para nosso silencioso chalé ? Ah, pai querido, barba grisalha, velho e solitário professor de coragem, qual América era a sua quando Caronte parou de impelir sua balsa e Você na margem nevoenta, olhando a barca desaparecer nas negras águas do Letes ? ____________________________________ Allen Ginsberg (do livro Uivo, 1984)| Category: | Movies | | Genre: | Romance |
"Não é aquele filme que te faz se acabar de chorar dentro do cinema; ele te acompanha até em casa, dorme contigo e ainda te leva café na cama a semana inteira. Um filme tanto para se admirar quanto se apaixonar." Bernardo Krivochein Lindo, comovente.. maravilhoso! Parceria do diretor francês Michel Gondry e Charlie Kaufman (o mesmo roteirista de "Being John Malkovich"), o Eternal Sunshine of a Spotless Mind conta, feito um quebra cabeça, uma história de desencontros de um casal que, depois de algumas desavenças resolve apagar as memórias um do outro, num experimento surrealista. Mas, durante a intervenção, Joel se arrepende e tenta segurar as lembranças, levando Clementine para os recônditos mais escondidos da sua memória. Aguente firme a primeira hora que parece confusa demais, aos poucos as coisas se encaixam... O elenco é ótimo. Eu sempre detestei Jim Carrey, mas ele esteve maravilhoso nesse filme, apesar de não resistir a umas cenas "carreyrianas" lá pelo meio, as quais, na minha opinião, seriam perfeitamente descartáveis. Kate Winsllet está, como sempre adorável, ainda mais quando pinta o cabelo de azul. Fofa. A música é maravilhosa... Enfim, estou muito apaixonada por esse filme...Se quiser saber mais, leia essa ótima crítica. Trailler do filme.| Category: | Books | | Genre: | Literature & Fiction | | Author: | Jack London |
 Folha de São Paulo: Há um século e dois anos, o escritor americano Jack London resolveu viver por um tempo (que durou 86 dias) na parte oriental de Londres, onde moravam em cortiços ou na rua cerca de 450 mil pessoas, que ele chamou de "o povo do abismo". O relato pungente pela precisão de estilo jornalístico está sendo posto à disposição dos brasileiros numa edição do livro que o autor diria, no ano de sua morte, que foi aquele de que mais gostou: "Nenhum outro [livro meu] arrancou tanto do meu coração quanto aquele estudo da degradação econômica dos pobres". O que restaria do coração do apaixonado London se ele pudesse testemunhar mais de cem anos depois o assassinato de mendigos sem-teto nas ruas de uma grande metrópole do Novo Mundo (que ele julgava superior à Europa) em que "o povo do abismo" é muito mais numeroso e sobrevive em condições muito piores do que as "do inferno social chamado Londres" do início do século 20? Logo no início do livro, London reproduz uma notícia de jornal sobre a morte de Elizabeth Crews, de 77 anos, moradora de um quarto de cortiço por três décadas e meia: "O doutor Chase Fennel disse que a morte se deveu a uma infecção sangüínea causada por escaras, ocasionadas por autonegligência e pelo ambiente sujo". A conclusão, indignada, do autor é clara: "O mais alarmante sobre esse pequeno incidente... é a complacência com que as autoridades examinaram e emitiram o julgamento. Que uma velha senhora de 77 anos de idade tenha morrido de AUTONEGLIGÊNCIA é a maneira mais otimista de encarar o fato. A culpa por ter morrido foi da velha morta e, uma vez identificada a responsabilidade, a sociedade segue satisfeita, para resolver outras questões". O destino da senhora Crews foi com certeza muito mais risonho do que o de "uma moradora de rua conhecida como Maria e que dormia na rua Barão de Iguape, próxima do 1º DP (Sé)", segundo a Folha de segunda-feira passada, que morreu com golpes na cabeça de "instrumentos contundentes" muito antes de chegar aos 77 anos, idade superior à expectativa média de vida das brasileiras (estimada em 69 anos). A descrição de London é chocante, mas não muito diversa da que qualquer repórter poderia fazer hoje sobre o que se vê debaixo de algumas pontes e viadutos da cidade de São Paulo: "... As criaturas empilhavam-se ali com seus andrajos, a maior parte do tempo dormindo ou tentando dormir. Aqui, uma dúzia de mulheres com idades que variavam de 20 a 70 anos. Ali, um bebê, talvez de uns nove meses, dormindo deitado sobre o banco duro, sem travesseiro ou coberta, sem ninguém para cuidar dele. Um pouco à frente, meia dúzia de homens, dormindo em pé ou recostados um no outro". Nos pontos altos de sua ficção, como num dos melhores romances da língua inglesa, "O Apelo da Selva" (The Call of the Wild), London era praticamente irretocável. Mas nos textos jornalísticos, sociológicos ou panfletários, quase sempre as contradições escandalosas de sua personalidade multifacetada vinham à tona escandalosamente. É assim também em "O Povo do Abismo", onde convivem a compaixão comovedora pela desgraça alheia, a revolta raivosa contra o sistema que engendra injustiças tão flagrantes, o nacionalismo americano ingênuo e arrogante e até um despudorado apoio a teses próximas da eugenia e da superioridade racial. A vida de Jack London foi um fosso de incoerências. Seu talento com as palavras e sua genuína e extraordinariamente intensa solidariedade com os semelhantes o redimem como homem e como artista. "O Povo do Abismo", embora não possa ser listada entre os seus grandes trabalhos, é um grito desesperado de denúncia que ecoa com particular relevância nestes dias em São Paulo. Resenha de CARLOS EDUARDO LINS E SILVA, jornalista, é diretor da Patri Relações Governamentais e Políticas Públicas, especial para a Folha de S. Paulo, 28/08/2004 O Povo do Abismo Fome e miséria no coração do império britânico: uma reportagem do início do século XX Autor: Jack London Editora: Perseu Abramo Quanto: R$ 38 (336 págs.) Não li, mas já gostei e estou encomendando o meu! Laurie Anderson tá fazendo show, hoje, aqui e eu vou. Já comprei ingresso na segunda fila!!! Em 1985, ela me deixou completamente extasiada com a ópera multimedia Home of the Brave. Vanguarda da música eletrônica, considerada chata e pretensiosa por uns e adorada por outros, ela é um ícone dos anos 80. Artista visual, compositora, poeta, fotógrafa, cineasta, ventríloqua, bruxa eletrônica, escultora, vocalista e instrumentista, Anderson sempre brinca com arte e tecnologia. Artista performática, brincava com o corpo, colocando "drums" por baixo da roupa, enquanto batia no braço, perna, costas... fazendo da música uma extensão dela mesma. Ela abusa, ainda, das distroções eletrônicas, conversa baixinho, murmura, e incluiu até uma fala do beatnik William Burroughs, no disco Big Science. Numa entrevista, Laurie Anderson disse que: "Toda história deveria ter começo, meio e fim, embora não necessariamente nessa ordem". Numa tirada bem Godardiana... Artista minimalista, Laurie tem, ultimamente, trabalhado com menos tecnologia e o último CD que comprei parece um "livro de histórias".  O show que vou assistir, hoje, é o The End of the Moon, que "combina histórias e música, num ambiente de pouca tecnologia, produzido pra criar uma ambiciosa grande imagem da cultura americana contemporânea". Ela diz que "a melhor forma de olhar para nossa cultura, nesses dias, não é através da multimedia, mas do instrumento mais simples e mais contudente das palavras."Segundo a Wired, "Laurie Anderson...avançou em alguns dos mais interessantes aspectos da arte do século 20...ganhando, com o tempo, a reputação de ser uma das melhores artistas performáticas do mundo". Ela foi escolhida pra ser a primeira "artista-residente" da NASA, em 2003-2004... imagino só o que vem por aí. É isso... depois conto pra vocês como foi... se der, faço fotos, também. ______________________________________ O SUPERMAN
(...)
'Cause when love is gone, there's always justice. And when justice is gone, there's always force. And when force is gone, there's always Mom. Hi Mom!
So hold me, Mom, in your long arms. So hold me, Mom, in your long arms. In your automatic arms. Your electronic arms. (...) Letra completa aqui.Coloquei a música, na Internet, pra vocês, pra ouvir basta clicar nesse link aqui. Infelizmente, não vai funcionar em browsers mais antigos. Ouvir "O Superman" será uma experiência inesquecível! ;) ______________________________________ Fui pro show, que foi muuuuuuuuuuuuuuuuuuuito bom... ;) | Category: | Movies | | Genre: | Independent |
 Tenho um carinho muito especial pelo cineasta inglês Stephen Frears, que aprendi a apreciar lá pelos idos dos anos 80, com o filme "My Beautiful Laundrette" (Minha Adorável Lavanderia). Ele é genial mostrando a vida dura dos imigrantes e da classe trabalhadora do Reino Unido. Também diretor do absolutamente genial "Dirty Pretty Things" (Coisas Belas e Sujas), que comentei aqui no Multiply. Assim, ao me associar à Blockbuster Online (recebo e devolvo os filmes pelo correio, e posso ficar com eles pelo tempo que quiser), a primeira coisa que fiz foi procurar filmes dele, que eu nunca tinha visto. Foi assim que eu descobri "The Snapper" (A Grande Família), que acabei de assistir. "The Snapper" é um telefilme, produzido para a BBC, mas que fez tanto sucesso em Cannes que acabou sendo distribuido comercialmente, nos cinemas. Conta a história da familia de um operário irlandês, que tem seis filhos e a mais velha, Sharon, de 20 anos, fica grávida mas não quer dizer a ninguém quem é o pai. Todo o filme gira em torno das reações da família e da vizinhança conservadora à chegada do snapper (gíria irlandesa pra bebê) e o mistério em torno da paternidade da criança. Mas, nem pensem que se trata de mais um filme sobre adolescentes grávidas. Após receber a notícia da gravidez da filha e esbravejar muito, Dessie a convida pra ir ao pub... confuso entre o profundo amor pela filha e o que se espera dde uk pai irlandês num caso desses... a partir daí o que a gente vê é um pai aprendendo sobre paternidade. Isso foi o que me chamou mais atenção no filme, a sensibilidade com que o espetacular ator irlandês Colm Meaney mostra um trabalhador bronco, que tem 6 filhos, lendo sobre gestação e falando sobre o novo papel do homem. Lindo. A melhor cena... Sharon amamentando o bebê, enquanto o pai, no pub, comemora degustando a famosa cerveja preta irlandesa Guiness.. genial. "The Snapper" é baseado no livro do escritor irlandês Roddy Doyle, parte da trilogia que também inclui "The Commitments", que também virou filme (genial) dirigido por Alan Parker, e "The Van", outro filme dirigido por Stephen Frears. Se encontrar esse filme nas locadoras, não deixe de assistir! | Category: | Movies | | Genre: | Romance |
 Ontem assisti, na TV a cabo, Sob o Sol de Toscana. Detestei o filme, mas a Italia, como sempre, esta' incrivelmente fotogenica... O filme faz parte da mesma "familia" de "Deus e' Brasileiro". E' um daqueles filmes-catalogo turistico com imagens lindas e vazias. Pra piorar, "Under the Tuscan Sun" e' cheio de estereotipos... se todos os italianos fossem como os que aparecem no filme, seriam todos tarados (ta bom, eu sei que eles sao atrevidos mesmo, mas assista o filme pra ver...) e os poloneses, retardados... constrangedor... Ate as citacoes a Fellini, na voz de uma atriz meio afetada (que refaz a classica cena da fontana di Trevi em "La Dolce Vitta" ) soam deslocadas e constrangem os amantes do grande maestro... Se voce quiser diversao facil, ver homens e lugares incrivelmente bonitos, nao faz mal nenhum em assistir, ne? ... hehehe... mas se quiser algo mais consistente... beba direto na fonte e pegue um filme de Fellini, Rosselini ou Mario Monicelli (que faz uma participacao especial no filme!), na locadora... Trailler de Sob o Sol de Toscana| Category: | Movies | | Genre: | Cult |
 Tive o prazer de assistir, ontem, a um filme que eu vi pela primeira vez quando tinha 19 anos, em 1983 e pelo qual fiquei fascinada... Prénom Carmen, de Jean Luc Godard. Esse filme passou numa sessao de arte, em Recife, somente um dia, e nunca mais tinha conseguido encontra-lo em lugar nenhum. Mesmo aqui, ele e' bem raro, consegui comprar de um parceiro do Amazon.com... Foi uma delicia assistir novamente a essa versao moderna da opera Carmem, de Bizet, sob a visao de Godard (que tambem participa do filme como ator). "Afastado do ofício de cineasta devido a uma misteriosa doença, Jean-Luc Godard (o próprio Godard) se encontra numa espécie de hospital psiquiátrico. Sua sobrinha, Carmen (Maruschka Detmers), o visita com uma proposta: quer que o tio comande um documentário idealizado por ela e seus amigos. Pouco depois, a moça invade um banco e seduz um dos guardas locais, Joseph (Jacques Bonnaffé), que abandona o posto e, apaixonado, foge com a ladra. Logo o espectador descobre: Carmen e seu bando planejam assaltar um hotel disfarçados de equipe de filmagem. O pobre Tio Jean serviria para dar alguma credibilidade ao golpe - e Joseph acaba envolvido na intriga também. Este é um resumo de Carmen (Prénom Carmen), dirigido por Godard, de 1983." Leia mais aqui.O filme tem a musa dos anos 80, Maruschka Detmers ("Diabo no Corpo") e musica de Tom Waits e Beethoven!!! Se puder, assista!!! | Category: | Movies | | Genre: | Cult |
 Eu adoro garimpar filmes trash em promocoes. Ontem `a noite encontrei esse cult-horror-trash movie por apenas 6 dolares. A historia e' hilaria... se passa numa epoca na qual os tomates foram banidos da terra, por terem se transformado em monstros, no passado. Um cientista criou um tomato-garota, gatissima pela qual nosso heroi se apaixona. Impagavel a cena dele procurando sua amada em uma sala cheia de tomates ... e tudo isso ainda conta com George Clooney novinho e de mullet (aquele cabelinho xitaozinho & xororo)!!! Outros filmes que comprei, pelo mesmo preco, foram: "Batman, o filme", com Adam West e Burt Ward, classico de quem foi crianca nos anos 60; "A Certain Sacrifice", primeiro filme de Madonna, de 1979, bizarro e meio "soft-porn"; "Tapeheads", com John Cusack e Tim Robbins, do mesmo diretor de Repo Man... suuuuuuuuper cult! E por miseros US$ 3.99 comprei um DVD com 4 filmes do gramde mestre Alfred Hitchcock... que de trash nao tem NADA!!!  Dirty Pretty Things, do cineasta Sephen Frears (Minha Adorável Lavanderia, Sammy e Rose, Ligações Perigosas), é um soco no estômago. Sempre adorei Stephan Frears, que era meu diretor preferido nos anos 80. Ele sabe abordar a "invisibilidade" dos imigrantes ilegais como ninguém. Em determinado momento, de Dirty Pretty Things, o médico nigeriano Okwe, vivendo ilegalmente em Londres diz a sua amiga Senay, refugiada turca: "Para mim e você, existe apenas a sobrevivência". Durante o dia, ele dorme no sofá da casa de Saney, entre um emprego e outro. Ele é motorista de taxi de manhã e trabalha, á noite, como recepcionista no mesmo Hotel em que Saney é camareira: o Hotel Baltic. à nesse hotel que se desenrola um drama que mostra a que ponto pode chegar o desespero dos imigrantes ilegais, em sua maioria somalianos e nigerianos, em busca de uma nova identidade, novo passaporte para que possam viver legalmente no paÃs ou fugir para a "América". Eu prefiro não saber muito sobre o filme, e fiquei surpresa com todo o desenrolar da história, por isso, não vou dar mais detalhes, apenas afirmar que é um filme maravilhoso, com a visão cáustica que Stephen Frears tem da vida dos imigrantes na Inglaterra. Saney é a lindÃssima atriz Audrey Tautou, de "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain" e Chiwetel Ejiofor é um comovente Okwe. Procurei saber se o filme foi lançado em DVD no Brasil, mas não encontrei nenhuma informação na Internet. Alguém sabe se já passou nos cinemas no Brasil? Enfim, meu diálogo preferido: Alguém: "Como eu nunca vi vocês antes???" Okwe: Porque nós somos as pessoas que vocês não vêm. Somos os que dirigem seus taxis, limpam seus quartos... e "suck your cocks". Se puder, assista!!!!!! Veja o trailler aquiAssisti Kill Bill 2. É difícil falar do filme sem contar coisas que podem estragar o prazer dos brasileiros que mal assistiram o volume 1. Sim, porque eu nao sabia nada do filme e foi tudo uma grande surpresa pra mim, o que fez o filme ainda mais interessante.
Fui com a Bia, minha filha, e tivemos uma reação absolutamente emocional. Quando o filme acabou, a gente dizia, sem parar: "O que foi isso??? esse cara é muito gênio!!!". Quase não conseguimos sair do cinema!
Gostei demais do primeiro, mas o segundo supera em mil vezes. É a volta dos diálogos genias de Tarantino. É a mistura engraçadíssima de referências, cenas genias, que não dá pra comentar sem estragar a surpresa.
Pra mim, com esse filme (Kill Bill 1 e 2), Tarantino está no mesmo nível de ocupa o lugar de qualquer outro gênio do cinema!
Ave, Tarantino!!!
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